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Tudo o que você precisa saber sobre a COP26

A 26ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) ocorrerá em Glasgow, na Escócia, entre os dias 31/10 a 12/11. A COP reúne, anualmente, centenas de líderes mundiais e milhares de representantes de organizações interessadas na área ambiental, para discutir e realizar acordos visando o combate ao avanço das mudanças climáticas

Diante de um cenário onde a humanidade e o Planeta Terra vivem um dos momentos mais cruciais relacionados ao aquecimento global, fenômeno que está aumentando em uma velocidade maior do que a prevista por cientistas, a COP26 possui uma urgência particular. A conferência ocorre em um período decisivo para a elaboração de metas e reforçar o compromisso dos países para frear as mudanças climáticas e diminuir os seus impactos, que são desastrosos tanto para o meio ambiente, quanto para a saúde humana. 

A COP26 é a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas mais importante desde a COP21, que ocorreu em Paris e resultou na elaboração e assinatura do Acordo de Paris, no qual os países se comprometeram, entre outros assuntos, a adotar medidas para que o aumento da temperatura terrestre anual não ultrapasse 1,5°C.  De acordo com o último relatório divulgado pela ONU em agosto deste ano relacionado às mudanças climáticas, a humanidade ainda não está no caminho ideal para atingir esse objetivo. Por isso, de acordo com especialistas, a década atual (até 2030), será crucial para atingir essa, e outras metas, na tentativa de conter o avanço desenfreado do aquecimento global.

 

Assim, os principais objetivos a serem acordados na 26ª edição da COP serão:

  • Reforçar a meta do limite de 1,5ºC para o aumento da temperatura global: reforçar o compromisso dos países relacionados à diminuição das emissões de Gases Efeito Estufa (GEE);
  • Trabalhar juntos para promover melhor suporte para os países em desenvolvimento entregarem energia limpa para a população;
  • Atingir a meta net-zero: promover a limpeza do ar e reduzir as emissões de carbono, principalmente por meio da adoção de carros elétricos;  
  • Adaptação urgente para promover a proteção de comunidades e habitats naturais: implementar mais planos e financiamentos para melhorar os sistemas de alerta de desastres naturais, as defesas contra inundações e promover a construção de infraestruturas de agricultura resilientes para evitar mais perdas de vida, alimentos e habitats naturais pelas mudanças climáticas;
  • Mobilização de finanças: países desenvolvidos devem cumprir a promessa de arrecadar pelo menos 100 bilhões de dólares todos os anos em financiamentos climáticos para dar suporte aos países em desenvolvimento e populações vulneráveis;