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Sustainable Carbon tem 5 projetos selecionados pelo programa Compromisso com o Clima

Com o intuito de conectar investidores com desenvolvedores de projetos ambientais, ampliar o alcance das iniciativas de mitigação das mudanças climáticas e viabilizar projetos socioambientais fornecendo mais recursos e conhecimento, o programa Compromisso com o Clima ganhou, em apenas 3 anos de existência, o apoio de grandes empresas brasileiras interessadas em investimento de impacto. Itaú, Natura, B3, Lojas Renner, Grupo RaiaDrogasil, Mattos Filho e Localiza são algumas delas.

O programa oferece a essas companhias a facilidade de escalonar suas metas de compensação de carbono e desburocratizar esse processo a partir da plataforma Ekos Social, desenvolvida em parceria com o Instituto Ekos Brasil.

Nessa plataforma, os apoiadores têm acesso a projetos socioambientais já previamente selecionados e verificados técnica e juridicamente. São 15 iniciativas das cinco regiões geográficas do país e que desenvolvem ações de geração de energia renovável, reflorestamento e conservação florestal, manejo correto de resíduos e efluentes e implantação de fogões eficientes para famílias de baixa renda.

A Sustainable Carbon tem, atualmente, cinco projetos aprovados e que já compõem o portfólio da plataforma. Motivo de grande satisfação para a nossa empresa, considerando a inovação e a credibilidade do programa Compromisso com o Clima no mercado de carbono brasileiro.

Conheça um pouco mais de cada uma das nossas iniciativas selecionadas.

 

Dori

Fabricante de amendoim, balas e outros confeitos, a Dori Alimentos é uma indústria paulista que, por décadas utilizou o óleo xisto como combustível nas caldeiras da fábrica, fonte de grande emissão de gases causadores do efeito estufa.

Em 2006, determinada a reduzir seu impacto ambiental, a empresa substituiu o uso de combustível fóssil por biomassa renovável, o que além de reduzir as emissões, gerou créditos de carbono e uma produção mais limpa. A fábrica produz parte do combustível utilizado no processo produtivo, por meio do plantio de eucalipto no Sítio Ouro Verde. As cinzas provenientes da queima do eucalipto são utilizadas como adubo dos plantios, pois são ricas em potássio e fósforo. E mais: toda água residual do processo da Dori, é tratada e reutilizada na forma de irrigação dos plantios.

 

CGM

CGM é uma Cerâmica produtora de telhas e tijolos localizada na região nordeste, no município de Crato (CE). A fábrica utilizava lenha nativa da Caatinga como combustível para produzir peças cerâmicas, o que agravava o desmatamento do segundo bioma mais vulnerável do Brasil.Com o objetivo de mudar essa realidade, em 2006, a fábrica passou a abastecer os fornos apenas com combustíveis renováveis, tais como poda de cajueiro e coco de babaçu. A troca de combustível proporcionou a redução de emissão de GEEs para a atmosfera, e possibilitou participação no mercado internacional de carbono.Hoje, a CGM gera créditos de carbono, e com a receita proveniente da venda dos créditos reinveste na modernização da fábrica e em benefícios para os trabalhadores e comunidade local. Uma das iniciativas da cerâmica é ceder sua área de Plano de Manejo para uma ONG desenvolver atividades de preservação e observação de pássaros.

 

Menegalli

A Menegalli produz telhas e tijolos para o mercado brasileiro de construção civil. A fábrica está localizada na região Amazônica, em uma pequena cidade do estado do Pará, chamada São Miguel do Guamá.

Por reconhecer a importância da gestão ambiental no contexto local, o empreendedor sentiu a necessidade de inovar seu processo produtivo. Sendo assim, substituiu o uso lenha nativa como combustível por biomassa renovável, como o caroço de açaí e resíduos do agronegócio.

A escolha mais sustentável reduz as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera e permite a participação da Cerâmica no mercado internacional de carbono. A venda dos créditos vem sendo revertida em benefícios socioeconômicos e ambientais.

 

Agrocortex

Localizado em uma área de 186 mil hectares, o projeto Agrocortex evita o desmatamento e gera créditos de carbono com cobenefícios socioambientais em uma região inteiramente de Floresta Amazônica, entre os estados do Acre e do Amazonas.

A propriedade privada na qual se insere o projeto está situada no chamado “Arco do Desmatamento Amazônico”, pressionada por todos os lados pela pecuária, pela extração de madeira – legal e ilegal – e por rodovias, não obstante seja um extraordinário corredor de biodiversidade que conecta os Andes à Floresta Amazônica. Estima-se, por exemplo, que na área do projeto existam mais de 400 espécies de aves, o que representa cerca de 20% do total das espécies catalogadas no Brasil.

O projeto é uma verdadeira barreira contra o avanço do desmatamento e ajuda a conservar a natureza e regular o clima, tanto no Brasil quanto na América do Sul, por meio do manejo sustentável da floresta, monitoramento da região, banimento da degradação, além de treinamentos para prevenção e combate à incêndios.

O projeto foi o vencedor do prêmio Voluntary Carbon Market Rankings 2020, na categoria Melhor Projeto Individual de Compensação.

 

Ituiutaba

Ituiutaba é uma indústria de Cerâmica Vermelha localizada no estado de Minas Gerais. Até o ano de 2008, a fábrica utilizava lenha nativa extraída do bioma Cerrado como combustível para alimentação dos seus fornos. A Cerâmica utilizava cerca de 20.000 m³ de lenha nativa por ano para produção de 15.000 toneladas de peças, como tijolos e telhas. Com o objetivo de reduzir seu impacto ambiental, a Ituiutaba iniciou um projeto de carbono que consiste na substituição do combustível não renovável (lenha nativa), por biomassas renováveis, como serragem e cavacos de madeira. Tal iniciativa reduz as emissões de carbono para a atmosfera e também resultam em ações que beneficiam a comunidade local e melhoram as condições de trabalho aos funcionários.

 

Tem interesse em compensar as emissões da sua empresa ou inserir o seu projeto socioambiental nesse ciclo de sustentabilidade?

Entre em contato com a Sustainable Carbon.