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Quando REDD tem tudo a ver com a conservação do solo

Localizado em uma região de alta prioridade para a conservação da Amazônia, em Novo Aripuanã, por estar cercada pelo desmatamento desenfreado, o projeto Yellow Ipê é um propulsor de desenvolvimento sustentável. É que o projeto faz parte do mercado internacional de créditos de carbono por manter mais de 80.000 hectares de floresta em pé (REDD) e gerar benefícios sociais para a comunidade ao entorno como saúde, empregos, educação, dentre outros, monitorados pelo padrão SOCIALCARBON.

Ainda na Amazônia, a 400 quilômetros da capital Manaus, outro projeto de REDD, chamado Boa Fé, preserva cerca de 435 mil hectares de floresta em pé. Ao evitar o desmatamento, o projeto também gera créditos de carbono, convertidos em geração de renda a partir da gestão sustentável da floresta, além da criação de empregos e desenvolvimento para a região.

Um pouco mais pra baixo no mapa, mas ainda no bioma Amazônia encontra-se outro exemplo de quando créditos de carbono são responsáveis por manter a floresta em pé. No município de Colniza, no Mato Grosso, o Florestal Santa Maria conserva cerca de 70.000 hectares de floresta. Nessa região, a extração da matéria-prima da floresta ocorre a partir de um plano de manejo sustentável que, por consequência, diminui o desmatamento, o risco de queimadas e gera emprego para a população local.

Poderíamos continuar citando outros projetos incríveis que mantém a floresta em pé. Apenas com esses três exemplos, temos mais de 550 mil hectares do bioma Amazônia preservados e proporcionando o desenvolvimento sustentável de suas respectivas regiões.

Além dos benefícios sociais e econômicos, a manutenção da floresta também cumpre a nobre missão estocar o carbono no solo por mais tempo.

Como explica a célebre Ana Primavesi em Manejo ecológico do solo: agricultura em regiões tropicais (2002), a vegetação da floresta absorve e fixa o CO2 da atmosfera na biomassa. Com o tempo, essa biomassa é depositada no solo e forma a matéria orgânica que pode ser em parte incorporada ao solo em forma de compostos intermediários ou ser totalmente decomposta e devolvida como CO2 para a atmosfera.

Esse lento processo de decomposição por compostos intermediários armazena o carbono no solo por mais tempo, um processo totalmente diverso do que ocorre com o manejo irresponsável do solo ou com o desmatamento, que libera rapidamente CO2 para a atmosfera.

Por isso, na semana em que celebramos o Dia Nacional da Conservação do Solo, convidamos você a conhecer mais de perto nossos projetos de REDD.

Compense emissões com projetos que mantém a floresta em pé e contribua com os estoques de carbono no solo.

Entre em contato.