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Preço do crédito de carbono bate recorde e acumula alta. Entenda.

De acordo com especialistas, o mercado de carbono é um dos mais promissores atualmente, com excelentes perspectivas para o futuro. Em maio, o preço do crédito de carbono chegou aos 53 euros (cerca de R$ 336) por tonelada, acumulando uma valorização de aproximadamente 260% nos últimos 3 anos. 

Os valores dizem respeito às permissões de carbono, também conhecidas como “allowances”, que fazem parte do Sistema Europeu de Emissões de GEE (ETS – Emissions Trading System Carbon Market), válido para países integrantes da Comunidade Europeia. São certificados aceitos pelo mercado europeu e gerados no âmbito de regras especificas. Créditos de carbono gerado no Brasil não participam deste mecanismo e não há previsão de aceitação dos mesmos pelo ETS.

A explicação para esse aquecimento progressivo tem a ver com aquela regrinha muito simples: oferta e demanda. 

Acontece que os países se aproximam cada vez mais do cronograma para cumprimento das metas do Acordo de Paris. Especialmente agora, com o retorno dos Estados Unidos ao Acordo, as metas ousadas da China em neutralidade de carbono e também em decorrência da maior consciência ambiental provocada pela pandemia, essa agenda tem ganhado cada vez mais espaço. Para cumprir tais metas, os países forçam ainda mais para que suas empresas reduzam e compensem suas emissões, com o intuito de poluir menos. 

Nesse caminho, a oferta fica cada vez mais limitada enquanto as organizações continuam sendo obrigadas a comprar crédito de carbono para não sofrerem retaliações como multas, processos ou reclamações dos consumidores. 

Portanto, como há uma demanda por obrigação e uma pressão pelo aumento do preço para também forçar a redução das emissões e cumprimento de metas, o mercado segue em franco aquecimento. E isso não deve mudar num futuro próximo. 

As transformações que envolvem a redução de emissões de gases de efeito estufa acabam por envolver também transformações sociais, econômicas e políticas. Por isso, nessa jornada, a oferta dos créditos continua a cair e a demanda continua a crescer. No mínimo pelas próximas décadas o ciclo deve continuar o mesmo. 

Diante dessas perspectivas, o melhor é começar a estruturar a gestão de carbono da sua empresa o quanto antes.