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O que é REDD+, como funciona e por que investir 

Como você já sabe, a emissão de Gases de Efeito Estufa provoca o aquecimento global e com ele mudanças severas no clima. Algumas atividades humanas, como a agropecuária, a geração de energia, a mudança no uso da terra e das florestas, os processos industriais e a geração de resíduos são grandes vilãs nesse ciclo destrutivo.

Com o intuito de reduzir os impactos causados pelas atividades relacionadas ao uso da terra, como a degradação e o desmatamento de florestas, em 2013, durante a COP-19, criou-se o chamado marco de Varsóvia. Foi esse marco que estabeleceu os requisitos para o reconhecimento de resultados de mitigação no setor florestal em países em desenvolvimento, um mecanismo que prevê retornos financeiros para quem mantém a floresta em pé em áreas contextualmente afetadas por esse tipo de devastação. Esse mecanismo é conhecido como REDD+.

REDD+ significa Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) e também inclui a conservação e aumento dos estoques de carbono florestal e o manejo sustentável das florestas (REDD+).

Com esse mecanismo, os projetos enquadrados na categoria REDD+ são geradores de créditos que podem ser vendidos no mercado de carbono, para empresas que precisam compensar suas emissões inevitáveis.

Como sabemos, as florestas têm um papel essencial na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e na proteção das bacias hidrográficas. Com um mecanismo como REDD+, países como o Brasil, por exemplo, são incentivados a manter suas florestas em pé e a receber dos países desenvolvidos um retorno financeiro pelos créditos de carbono gerados.

 Todos saem ganhando: o planeta com a diminuição dos Gases de Efeito Estufa, as empresas privadas que desejam compensar suas emissões e os países em desenvolvimento e comunidades ligadas aos projetos de REDD+, por suas compensações financeiras.

No Brasil, de fato, temos uma realidade muito preocupante. Por aqui, cerca de 50% das nossas emissões de GEEs são diretamente relacionadas com mudanças no uso da terra e florestas (SEEG, 2020), ou seja, grande parte é proveniente da degradação e do desmatamento das nossas áreas verdes. Por isso, fazer uso de mecanismos como REDD+, não é apenas importante, como essencial.

Como funciona REDD+?

A concretização de um projeto de REDD+ começa com um estudo para avaliar o risco do desmatamento na região e o tamanho da área de floresta que será conservada. Após o estudo, o projeto deve prever quais são as estratégias a serem adotadas para que a área seja efetivamente conservada: aumento de fiscalização, manejo sustentável, atividades sustentáveis com benefícios sociais e ambientais para a região como alternativas de geração de renda para a população que antes precisava desmatar para agricultura ou outras demandas, recuperação de áreas com terras já comprometidas em seu valor ecológico, etc.  

O projeto é então implementado e acompanhado com monitoramento e avaliações periódicas, capazes de medir a quantidade de CO2 evitada e também o sucesso das ações implementadas. Por fim, os créditos de carbono são verificados de acordo com os padrões internacionais e disponibilizados em plataformas de compensação. A compra dos créditos gera conversão financeira para o projeto, e consequências benéficas diretas para as comunidades ao entorno das florestas.

E funciona mesmo?

Funciona! A Sustainable Carbon é uma das pioneiras no Brasil em projetos de REDD+. Conheça alguns deles. 

Projeto Marajó 

Localizado no interior da Ilha do Marajó, em uma das regiões de maior vulnerabilidade social e com baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil, o projeto Marajó Amazon REDD contribui ativamente para a redução do desmatamento, geração de renda alternativa paras as comunidades locais e com o desenvolvimento sustentável da região. Apenas na primeira década do Marajó, a região apresentou 60% menos de perda florestal do que a área ao entorno.

O Marajó Amazon REDD Project já evitou o desmatamento de 3.513 hectares de terra, ou seja, cerca de 37.940.400 m2 de área e, por isso, deixamos de emitir 1.623.272 tCO2e para a atmosfera.

O projeto de REDD na região apoia aproximadamente 450 famílias locais e é avaliado, no aspecto socioambiental, pelo padrão de certificação Carbono Social.

Em junho de 2020, a 2ª verificação do Marajó Amazon REDD Project foi concluída. Isso significa que o projeto atende a todos os requisitos do Padrão Verified Carbon Standard (VCS) e pode gerar créditos de carbono até pelo menos 2022.

redd+

Região do projeto Marajó Amazon REDD

 

Florestal Santa Maria 

Desenvolvido na Fazenda Florestal Santa Maria, localizada no município de Colniza (MT), em uma área de mais de 70 mil hectares no Bioma Amazônico, o projeto possibilita a extração de matéria-prima a partir de um plano de manejo sustentável, que propõe possibilidades do uso não predatório da floresta. 

Dessa maneira, o projeto Florestal Santa Maria preserva sua área de mata natural, reduz o desmatamento da Amazônia, diminui o risco de queimadas e gera emprego para a população local. Ações essas que beneficiam o ecossistema amazônico e as comunidades do entorno. 

Agrocortex

Localizado em uma área de 186 mil hectares, o projeto Agrocortex evita o desmatamento e gera créditos de carbono com cobenefícios socioambientais em uma região inteiramente de Floresta Amazônica, entre os estados do Acre e do Amazonas.

O projeto é uma verdadeira barreira contra o avanço do desmatamento e ajuda a conservar a natureza e regular o clima, tanto no Brasil quanto na América do Sul, por meio do manejo sustentável da floresta, monitoramento da região, banimento da degradação, além de treinamentos para prevenção e combate à incêndios.

O Projeto Agrocortex REDD Project conta com certificações VCS, SocialCarbon e FSC® e 100% das vendas de créditos de carbono são reinvestidas no projeto.

Em 2020, o projeto foi o vencedor do prêmio Voluntary Carbon Market Rankings 2020, na categoria Melhor Projeto Individual de Compensação.

Por que investir em REDD+?

Porque já se foi o tempo em que o investimento em questões ambientais era apenas marketing para a empresa. Agora, a valorização financeira e também o engajamento de funcionários e clientes finais depende de como a organização se posiciona e atua por um mundo mais sustentável.

Investir em REDD+ é uma solução inovadora e uma das estratégias mais indicadas para incluir e melhorar a performance da empresa em práticas ESG (Environmental, Social, Governance). Além disso, a empresa passa a contribuir ativamente com ao menos dois dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU: (13) ação contra a mudança global do clima e (15) vida terrestre. 

Entre nesse ciclo de sustentabilidade e compense emissões a partir de projetos de REDD+.

Fale com a Sustainable Carbon.