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Mercado global de carbono: entenda o principal avanço da COP 26

A COP 26 chegou ao fim com um avanço importante para o Brasil e para o mundo: a aprovação do mercado global de carbono, pelo qual os países poderão negociar créditos de acordo com a quantidade de emissões ou de reduções de Gases de Efeito Estufa. Com detalhes e critérios ainda pendentes, a negociação foi uma das principais conquistas já que o item foi causa de impasses das últimas cinco edições da COP desde o Acordo de Paris. 

O Brasil teve participação importante na negociação ao propor que os créditos do mercado global passem pelo crivo dos países envolvidos na compra e na venda e ainda pela convenção do Clima da ONU. E por flexibilizar o reconhecimento dos créditos já vendidos para países em desenvolvimento a partir do Protocolo de Kyoto (2013) para sua meta climática e não desde 1997, como pretendia. 

A regulamentação fará com que governos adotem metas nacionais e repassem essas metas para diferentes agentes econômicos, como o setor privado, que antes tinham apenas um compromisso voluntário com a redução das emissões de GEE

Agora, com o mercado global, tanto países em desenvolvimento quanto aqueles considerados desenvolvidos poderão contabilizar os créditos de carbono vendidos ou compensados para suas metas climáticas. 

 

Planeta Terra e efeitos dos Gases de Efeito Estufa;

 

E por falar em meta climática… 

Se o mercado global de carbono foi uma boa conquista, outras pretensões da COP deixaram muito a desejar. 

Dentre elas, as metas de redução de emissões, comprovadamente insuficientes para conter o aquecimento global previsto pelo Acordo de Paris. Novas metas devem ser enviadas pelos países até 2023. Temos esse tempo? 

Outra pendência se deu na questão do financiamento climático. Desde o Acordo de Paris, ficou estabelecido que os países desenvolvidos, ou seja, aqueles que mais poluem, deveriam se comprometer financeiramente com a mitigação das mudanças climáticas. A arrecadação prevista era de US$ 100 bilhões e continuou assim, mesmo com a pressão para que valor aumentasse. 

Já o fundo para a adaptação climática conseguiu boas notícias. Até 2025, o fundo que prevê auxílio para que os países se previnam dos efeitos das mudanças climáticas deve dobrar de valor em comparação com a arrecadação de 2019. 

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