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Mais 25 mil espécies da flora brasileira são endêmicas. Por que isso é bom para o mercado de carbono?

O Flora do Brasil, mais recente estudo coordenado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria com outras dezenas de instituições, pode ser um marco para o desenvolvimento de projetos socioambientais que visam a conservação da biodiversidade no país.

Empresas e investidores tendem a buscar dados expressivos na hora de tomar decisões sobre apoiar esse ou aquele projeto socioambiental no mercado de carbono. Por isso, provar a importância do bioma ou da região para a conservação de flora nativa ou exótica certamente é um ótimo argumento.

Argumento agora embasado nesse estudo confiável, que envolveu a ampla catalogação e digitalização das espécies em todas as regiões do país em um único sistema virtual e permitiu que os pesquisadores chegassem a conclusões surpreendentes, como o fato de que mais de 25 mil espécies de plantas algas e fungos são endêmicas, ou seja, só existem naturalmente no país. Isso significa cerca de 55% das quase 50 mil espécies nativas brasileiras.

Ipê Amarelo

 

O estudo também mostrou quais são os biomas mais “ricos” em espécies endêmicas. Em primeiro lugar está a Mata Atlântica, com 36,5% da flora brasileira, seguido pela Amazônia com 27,8%, o Cerrado com 27,3%, Caatinga com 10%, o Pampa com 6% e, por fim, o Pantanal, com 3,6%.

Além das 46,9 mil espécies nativas, também foram identificadas 680 espécies exóticas que foram naturalizadas (que se espalham naturalmente pelo país) e 2.336 plantas exóticas que são cultivadas.

Os dados estão disponíveis na internet e são abertos ao público.

A Sustainable Carbon tem a conservação da biodiversidade em seu DNA, sendo um dos seis cobenefícios das nossas iniciativas. Para garanti-la, realizamos projetos nos quatro biomas mais ricos em espécies endêmicas: cinco destes reduzem a emissão de 1,1 milhões  de toneladas de CO2e e contribuem para a conservação da Mata Atlântica; 19 reduzem a emissão de 2,4 milhões de toneladas e ajudam a conservar o ameaçado Cerrado brasileiro; 15 reduzem 4,8 milhões de toneladas para preservar a Caatinga, bioma unicamente brasileiro; e oito reduzem 7,3 milhões de toneladas e preservam Amazônia, bioma rica de biodiversidade. 

Saiba mais sobre nossos projetos. 

 

 

Fonte: Agência Brasil