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Dados de satélite mostram os impactos das mudanças climáticas nas queimadas

Como todo fogo precisa de uma faísca para começar e combustível para queimar, as condições quentes e secas da atmosfera determinam a probabilidade de um incêncio iniciar, sua intensidade e a velocidade com que se espalha. Nas últimas décadas, a medida que o mundo tem se aquecido, o potencial para queimadas também tem aumentado.

Desde 1880, o mundo aqueceu 1,09ºC, com o recorde dos cinco anos mais quentes acontecendo nos últimos cinco anos. Desde 1980, a temporada de queimadas tem se espalhado em um quarto da superfície vegetada do mundo, e em alguns locais como a California, o fogo tem se tornado uma ameaça praticamente durante todo o ano. O Estado teve em 2018 a pior temporada de incêndios, na frente de um 2017 devastador.

Em 2019, as queimadas já afetaram 2,5 milhões de acres em uma estação extrema alimentada por altas temperaturas, que levaram grandes queimadas também para a Siberia.

“Nossa capacidade de rastrear incêndios nos últimos 20 anos com dados de satélite capturou tendências de larga escala, como um aumento na atividade do fogo, consistente com um clima mais quente como no oeste dos EUA, Canadá e outras partes das florestas do Hemisfério Norte, onde os combustíveis são abundantes”, disse Doug Morton, chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas no Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. “Onde o clima seco e quente aumentou o risco de incêndios, observamos um aumento na queima”.

 

Fonte: https://climate.nasa.gov/news/2912/satellite-data-record-shows-climate-changes-impact-on-fires/