Confira os destaques do State of Voluntary Carbon Markets 2021, o relatório anual do mercado voluntário de carbono

Certamente um dos mais aguardados relatórios do mercado voluntário de carbono, o State of the Voluntary Carbon Markets 2021 foi lançado no último dia 15 de setembro e trouxe boas notícias. 

Não há como negar: o mercado de créditos de carbono está crescendo vertiginosamente e muito perto de atingir US$ 1 bilhão em transações ainda este ano. De fato, a estimativa é que as compensações voluntárias cresçam 15 vezes até 2030 e 100 vezes até 2050 para atender às ambições climáticas do Acordo de Paris. 

Divulgado desde 2006 e com bastante credibilidade no setor, o relatório já é capaz de prover afirmações importantes para o mercado, como a desmistificação de duas ideias erroneamente recorrentes. 

Desfazendo o mito 1: empresas que compensam emissões estão apenas comprando suas obrigações. 

Ao contrário, as empresas que incluem a compensação em suas estratégias de gestão de carbono investem, comprovadamente, até 10 vezes mais em iniciativas para redução de emissões. 

Desfazendo o mito 2: a compensação não representa uma redução real de emissões. 

Na verdade, 99% das compensações comercializadas no mercado voluntário foram certificadas por um padrão internacionalmente reconhecido. 

Agora, vamos a alguns dados mais específicos. 

De acordo com o relatório, a Europa segue líder absoluta na demanda por créditos no mercado voluntário e tal liderança reflete positivamente para o nosso lado: cerca de 40% dos créditos comprados pelos europeus têm origem em projetos da América Latina e Caribe. Um cenário diferente do que acontece na América do Norte, por exemplo, onde 80% dos créditos provém do mercado dos Estados Unidos. 

Ainda se referindo ao mercado europeu, o documento também aponta um aumento expressivo do interesse por créditos provenientes de  Nature-Based Solutions ou projetos baseados na natureza.   

  • 58% dos créditos foram provenientes de projetos NBS, sendo 71% desses provenientes da categoria REDD+
  • 21% tiveram origem em projetos de energia renovável 

Por fim, o State of Voluntary Carbon Markets 2021 também contabiliza que 62% das compensações realizadas possuíam cobenefícios certificados. Isso significa que tanto europeus quanto norte-americanos se dispuseram a pagar mais pelos créditos desde que incorporassem benefícios pelo desenvolvimento sustentável e mitigação das mudanças climáticas. 

A Sustainable Carbon é líder na América Latina na geração de créditos de carbono premium, ou seja, que geram cobenefícios para as comunidades ao entorno. E só nos cabe endossar o crescimento e a genuína procura por iniciativas de compensação comprometidas com o contexto socioambiental e, especialmente, com projetos que mantém a floresta em pé, como é o caso dos nossos projetos de REDD+

Por isso, fica aqui nosso convite para compreender em detalhes por que REDD+ é o caminho para sua empresa liderar a corrida pela neutralidade de carbono com um e-book exclusivo.