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Amazônia e desenvolvimento sustentável. Conheça 3 projetos que fazem a diferença.

Em meados de julho, 40 empresários brasileiros, líderes de empresas nacionais e internacionais, enviaram ao vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, também presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, uma carta defendendo o desenvolvimento sustentável do país e pedindo medidas de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia

O documento reflete a preocupação do setor empresarial com relação à reputação ambiental do Brasil no exterior. Afinal, atualmente, países e negócios que não seguem padrões socioambientais mínimos, como a preservação florestal e dos recursos naturais, não conseguem prosperar no mercado internacional. E as empresas brasileiras começaram a sentir “na pele” essa realidade ao receberem recusas efetivas de apoio a negócios por conta da política ambiental brasileira.

A questão assumiu contornos tão centrais que a carta foi enviada, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal, à Câmara dos Deputados e à Procuradoria Geral da República. “Precisamos fazer as escolhas certas agora e começar a redirecionar os investimentos para o enfrentamento e recuperação da economia brasileira em um modelo de economia circular, de baixo carbono e inclusiva, em que não há controvérsias entre produzir e preservar”, escreveram os empresários.

Aliás, o alinhamento entre produção e preservação não é uma inovação no cenário atual. Nossa empresa tem mais de uma década de atuação no mercado de carbono e para nós é perfeitamente tangível citar exemplos de desenvolvimento sustentável na Amazônia com projetos de créditos de carbono. Tais projetos envolvem as empresas em soluções sustentáveis, ao mesmo tempo em que geram benefícios socioambientais para as comunidades.

Quando créditos de carbono tem tudo a ver com o desenvolvimento sustentável da Amazônia

 

Em São Miguel do Guamá, no Pará, o projeto Cavalcante, introduziu a Cerâmica homônima no mercado de créditos de carbono ao substituir, ainda em 2007, cerca de 20.000m3 por ano de lenha nativa da Amazônia como combustível fóssil por biomassa renovável, como caroço de açaí, fibra de palmeira e serragem.

Além da redução de emissões de GEEs e a diminuição da pressão sobre o bioma amazônico, o projeto gera renda, melhorias na comunidade e na qualidade de vida dos trabalhadores: construção do centro comunitário, clube recreativo, associação cultural, treinamentos e cursos, além de auditório, ambulatório e banheiros novos na fábrica.

Na mesma região, outra fábrica de cerâmica substituiu a lenha nativa da Amazônia no processo produtivo por biomassa renovável proveniente do caroço do açaí e resíduos do agronegócio. Agora, também parte do mercado internacional de carbono, a Cerâmica Menegalli pode contribuir ativamente para o desenvolvimento da educação e da cultura para a comunidade com a renda gerada pela venda dos créditos a grandes empresas.

A cerâmica financia, por exemplo, junto a outros apoiadores, as despesas estruturais, com professores e materiais escolares no Centro Educacional de Preparação, uma escola que atende mais de 100 crianças.

Crianças no Centro Educacional de Preparação, em São Miguel do Guamá, Pará

 

Outro projeto que desencoraja o uso da madeira nativa da Amazônia é o Rio Negro. Desenvolvido sob os Standards VCS+SOCIALCARBON, o Rio Negro já finalizou um período creditício, que foi renovado para mais 10 anos, até fevereiro de 2029. A substituição de combustível não renovável para biomassa renovável salva cerca de 81 hectares de lenha do bioma Amazônia ao ano e deve reduzir a emissão de aproximadamente 112.560 toneladas de gases de efeito estufa durante o segundo período creditício.

O projeto Rio Negro investe parte do retorno financeiro proveniente da venda dos créditos de carbono em benefícios para a população, como educação e esportes, ao contribuir com o time do município “Eu sou a Esperança” e fazer uma parceria com Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) para oferecer cursos e treinamentos aos funcionários.

Além disso, beneficia também os fornecedores de biomassa locais, gerando uma nova economia e enfraquecendo a tradição de desmatamento no bioma Amazônia.

A sua empresa pode fazer parte deste ciclo ao compensar emissões e impulsionar projetos como Cavalcante, Menegalli e Rio Negro na Amazônia.
Entre em contato com a Sustainable Carbon.