Seis impressões sobre a COP 22 que você precisa saber

07/12/2016

Divaldo Rezende, vice—presidente do Instituto Ecológica, esteve em Marrakesh, em novembro, para participar da COP 22 e conversou com a Sustainable Carbon sobre as suas impressões.

Entre pontos positivos e divergentes, Rezende destacou seis deles:

1. Energias Renováveis

Impressionou o volume de operações de negócios sobre energias renováveis, tanto em eventos paralelos como em oficiais. A COP 22 contou com a participação de vários investidores e operadores desse tipo de energia, o que é um ponto muito positivo.

2. Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

A COP 22 também anunciou a retomada pelo Brasil do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, com a nomeação do novo secretário do órgão, o jornalista, ambientalista e ex-deputado federal, Alfredo Sirkis. O Fórum será responsável por levar ao Ministério do Meio Ambiente as posições do Brasil como um todo. Outro ganho para o nosso País.

3. Climate Bonds Iniciative

Outro grande destaque da COP 22 foi dado ao “Climate Bonds Iniciative”, uma iniciativa financeira para desenvolver projetos na área de infraestrutura, reflorestamento e meio ambiente. No link dá para conferir mais sobre o assunto.

4. Novo Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável

Rezende também ressaltou que agora, após a COP 22, a grande expectativa é o desenvolvimento das regras para o novo SDM – Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável, que irá substituir em partes o CDM – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, em português, que foi criado pelo Protocolo de Kyoto.

5. Califórnia x Trump

Uma novidade já esperada na COP 22 foram os anúncios de perspectivas de negócios significativos para os próximos anos, feitos pela Califórnia. As ações em nível subnacional contrapõem a política do novo presidente eleito dos Estados Unidos que disse que vai reduzir o apoio aos programas contra mudanças climáticas e levantar as restrições à exploração de combustíveis fósseis no país.

6. Brasil x Mecanismos de mercado

Apesar de não haver consenso no Brasil com relação a mecanismos de mercado para projetos florestais, várias entidades brasileiras mostraram apoio a alternativas de financiamento associadas a alguns mecanismos como o Fundo Amazônia, REDD+ e o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões.