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Sustainable Carbon marca presença em Seminário sobre biomassa no Nordeste

03/04/2017

O Brasil tem avançado na utilização da biomassa renovável?

Stefano Merlin, presidente da Sustainable Carbon, esteve em Recife, no último dia 16, para participar de um Seminário sobre demanda e oferta de biomassa no Nordeste e como a região se prepara para o futuro. O evento foi realizado na sede da Sudene e contou com a participação do Superintendente Marcelo José Almeida das Neves.

A agenda do encontro foi pautada pelos resultados obtidos com o estudo do Projeto “Manejo do Uso Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro. A reunião de especialistas também serviu para colher sugestões e iniciativas para o futuro.

Afinal, o Brasil tem até 2030 para atender às exigências da Contribuição Nacional Pretendida (iNDC) do Acordo de Paris, adotando medidas para reduzir o aquecimento global e as emissões de GEEs. Dentre essas medidas, há uma bem específica sobre o uso de fontes renováveis de energia:

Expandir o uso de fontes de energia nacionais não fósseis, aumentando a parcela de energias renováveis (além da energia hídrica) no fornecimento de energia elétrica para ao menos 23% até 2030, pelo aumento da eólica, biomassa e solar.

 

A Sustainable Carbon já trabalha por essa meta!

 

A presença de Stefano Merlin foi fundamentada pelos importantes projetos que a Sustainable Carbon desenvolve com biomassa renovável no Nordeste brasileiro. São 13, no total, desenvolvidos em cerâmicas da região, que preservam 3 biomas e já obtiveram mais de 16 mil ha de desmatamento evitado em consequência do uso de biomassa sustentável.

 

 

A Sustainable Carbon e as demais instituições e empresas presentes na reunião, puderam compartilhar suas experiências e tiveram acesso aos resultados do estudo até o momento. Algumas conquistas e muitos desafios para continuar a atuação:

 

A biomassa continua sendo a fonte de energia térmica dominante em vários ramos industriais.

No setor domiciliar, a intensidade de uso de lenha se reduziu sendo complementada pelo GLP – que já está presente nas cozinhas de 97% dos lares. Porém, a demanda por lenha e carvão vegetal ainda representa um terço da demanda total.

O carvão vegetal é importante no setor comercial, sobretudo nos estabelecimentos informais que preparam “comidas de rua”;

A biomassa é uma fonte importante de energia primaria na cogeração de eletricidade no ramo celulose e papel, e está aumentando a sua importância no ramo sucro-energetico, que já aporta bioeletricidade no Sistema Interligado Nacional.

A biomassa para energia é fornecida agora por várias fontes: a principal é sempre a vegetação nativa, que é aproveitada com ou sem PMFS.

Outras fontes “novas” e importantes de biomassa para energia se desenvolveram nos últimos trinta anos.

 

E apesar do estudo ter projetado que há fontes potenciais suficientes para atender a demanda e a oferta do Nordeste até 2030, ainda há um grande problema de insuficiente legalidade na oferta atual.

Isso porque algumas fontes estão fora dos regimes formais de manejo sustentável, ou fontes como a palha da cana-de-açúcar ainda requerem desenvolvimento tecnológico e logísticos; e ainda outras, como o eucalipto, tem custos relativamente altos e disponibilidade geograficamente restrita.

Alcançar este cenário de 100% legalidade na utilização de biomassa seria amplamente positivo para o País ao extinguir por completo as emissões de CO2 de forma totalmente compatível com as metas de desmatamento zero.

Não precisamos nem dizer o quanto estamos comprometidos com esta causa, não é mesmo?

Saiba como apoiar os projetos da Sustainable Carbon.