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Preço ainda é elevado, mas biocombustível ganha força na indústria da aviação.

06/06/2017

Companhias aéreas ao redor do mundo começam a se mobilizar para atender ao Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional, o CORSIA (em inglês), que tem metas agressivas para a indústria da aviação até 2050.

A partir de 2020, para cada tonelada de carbono emitida acima da meta do CORSIA, as empresas deverão investir em créditos de carbono aprovados pela ONU.

Essa é apenas uma das medidas que compõem um conjunto de medidas de longo prazo para tornar a indústria mais sustentável. Outras delas incluem as melhorias de infraestrutura, os avanços operacionais e o desenvolvimento tecnológico, incluindo o avanço no uso de biocombustíveis.

Esta última, uma medida importante e que vem apresentando grandes obstáculos devido ao custo comercial. A Alaska Airlines, que desde novembro do ano passado começou a produzir biocombustível com resíduos florestais, admitiu que os custos ainda são de 2 a 3 vezes maiores do que o querosene.

Por outro lado, os benefícios são gigantescos. E as companhias aéreas já começam a observá-los:

1. O processo de produção de biocombustível envolve matéria-prima vegetal, portanto, produzir a matéria-prima significa extrair CO2 da atmosfera.

 

2. Tais estudos estão avançando a passos largos, proporcionando maior confiança da indústria da aviação. Uma década atrás era ainda impensável realizar testes com biocombustível. Hoje, são mais de 5.000 voos comerciais circulando com eles pelos aeroportos do mundo.

 

3. A produção de biocombustível, em comparação com o refinamento, extração e entrega de combustíveis fósseis, pode representar uma redução de até 80% nas emissões dessa cadeia de produção.

 

4. As companhias aéreas descobriram que podem voar mais com a mesma quantidade de biocombustível, graças à maior densidade de energia de misturas “mais limpas”.

 

5. A NASA publicou um estudo afirmando que os combustíveis sustentáveis produzem menos fuligem do que os combustíveis fósseis quando queimados em voos comerciais.

 

6. Ao oferecer incentivos aos biocombustíveis, os governos alcançam benefícios econômicos, ao tornarem as economias de seus países e cidades como produtoras de combustível e não como importadoras.

As perspectivas de redução são muito boas. E o projeto de compensação também. Com a exigência de créditos de carbono certificados, cada tonelada compensada de CO2, será revertida como benefícios socioambientais para projetos em países em desenvolvimento.

A Sustainable Carbon é a líder na América Latina de créditos de carbono certificados.

Nosso Case na aviação 

A Sustainable Carbon e a TAM Linhas Aéreas aproveitaram o maior evento do futebol mundial, a Copa do Mundo da FIFA, para promover uma parceria de sucesso. A TAM adquiriu créditos de carbono Premium para compensar as emissões geradas pelos voos extras durante a Copa de 2014, no Brasil. Foram mais de 4.000 viagens, que operaram para as 12 cidades-cede dos jogos.

No total, foram 100.000 toneladas de carbono compensadas. Os créditos adquiridos para a compensação foram gerados por seis projetos desenvolvidos pela Sustainable Carbon, localizados nos estados do Ceará, São Paulo, Tocantins, Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro. Com o apoio, a TAM ajudou a fortalecer essas comunidadades tanto social quanto ambientalmente, reforçando sua imagem de empresa engajada com a sustentabilidade. Como afirma a presidente da TAM Linhas Aéreas, Cláudia Sender, “Os dias da torcida ganham um significado ainda mais especial”.