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O que os serviços ecossistêmicos tem a ver com a economia?

08/03/2017

No fim da década de 1980, a cidade de Nova York se deparou com um dilema. A qualidade da água na cidade estava cada vez pior por conta da poluição. A primeira proposta de solução era a construção de uma estação de tratamento de água, orçada em US$ 6 bilhões, com custos operacionais anuais de mais R$ 250 milhões.

Foi então que uma segunda solução surgiu e foi logo acatada pelo governo. A cidade entendeu que proteger e preservar as matas ciliares no entorno garantiria a prestação do serviço ecossistêmico dessa reserva natural, recuperando a qualidade da água como consequência. E o investimento era cinco vezes menor na implantação e oito vezes menor na manutenção. Além da economia, as áreas preservadas também geraram locais de lazer e ações rurais sustentáveis.

Mas vamos compreender melhor o que é um serviço ecossistêmico?

Os serviços ecossistêmicos são as contribuições diretas e indiretas que a natureza fornece à economia e ao bem-estar da humanidade. Reconhecer esses serviços muitas vezes possibilita soluções muito mais atrativas economicamente e socialmente para resolução de problemas urbanos do que complexas obras de engenharia.

A natureza presta serviço ao homem, por exemplo, quando:

Faz chover regularmente e repõe a oferta de água para o uso das pessoas, das indústrias, da agricultura.
Faz crescer vegetação e retira CO2 da atmosfera, ou mantém a qualidade do solo, evitando que a erosão coloque em risco encostas, moradias, o fluxo dos rios…
Insetos e outros animais polinizam plantas e possibilitam os frutos dos quais depende boa parte da produção de alimentos.
 Corais e manguezais funcionam como barreiras que detêm o avanço do mar sobre o ilhas e continente.

(Fonte Revista Página 22)

Mas como mensurar o Capital Natural?

No case da cidade de Nova York vimos que a tomada de decisão só foi possível pois o governo conseguiu prever e mensurar o benefício da recuperação de matas ciliares.

Mas como uma empresa que depende de um capital natural – ou mais de um – como a água e matérias primas de origem natural ,consegue distinguir se vale mais a pena investir na recuperação de florestas na área de manancial do que na construção de reservatórios?

Para isso, é preciso recorrer a ferramentas de valoração do capital natural e dos impactos que indústrias e governos geram sobre eles. Algumas delas estão sendo desenvolvidas mundo afora, mas ainda é uma questão complexa e cheia de limitações.

E o que a compra de créditos de carbono tem a ver com tudo isso?

Diante das limitações das ferramentas, os dados concretos dos nossos projetos podem ajudar nessa compreensão. Isso porque quando as empresas compram nossos créditos de carbono premium, elas estão patrocinando, financiando e apoiando projetos que preservam os serviços ecossistêmicos e que trabalham justamente nesse alinhamento entre economia e ecologia.

Quer um exemplo? Nossos créditos de carbono financiam a continuidade do Projeto Dori, em São Paulo e no Paraná. Os cobenefícios ambientais desse projeto são:

 

Por isso que, ao comprar créditos de carbono você contribui com a preservação dos serviços ecossistêmicos e consequentemente com soluções econômicas mais ecológicas.

Gostou? Então saiba mais sobre nossos serviços.