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Mudanças climáticas contribuíram com epidemia de zika no Brasil, aponta estudo

26/01/2017

Cientistas da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, publicaram um recente estudo sugerindo que o El Niño recorde de 2015 – combinado com a tendência de aquecimento global – teve sim como consequência direta a epidemia do vírus zika no Brasil. De acordo com os cientistas, nunca nos últimos 66 anos, as condições climáticas favoreceram tanto o mosquito Aedes aegypti quanto em 2015.

O El Niño favorece a combinação entre calor e umidade e por isso beneficia a proliferação do mosquito. A fêmea fica mais ativa e pica mais em climas mais quentes. A consequência disso no Brasil foram 2.228 casos de microcefalia confirmados entre 2015 e 2016. Além disso, 15% das pessoas expostas ao vírus da zika (em 75 territórios e países do mundo) estão no País.

O pesquisador da Fiocruz, Cristóvam Barcellos, em entrevista ao Observatório do Clima, pondera, no entanto, que além do aquecimento, também é preciso levar em conta a urbanização e o aumento desenfreado da população brasileira sem condições de saneamento básico nesse último período, que, combinados, levam a uma situação perfeita para a disseminação do mosquito e suas doenças.

De todo modo, o estudo já é mais um argumento contundente para combatermos as mudanças climáticas também como fonte de doenças para a sociedade contemporânea.