Blog

Energia limpa: China avança enquanto EUA tentam negar Acordo de Paris

17/01/2017

Enquanto o mundo ainda aguarda ansioso para ver se Donald Trump realmente virará as costas para políticas de mudanças climáticas, a China promove, a passos largos, a sua transição para uma energia limpa.

Dados divulgados pela Administração Nacional de Energia da China afirmam que o país irá investir mais de US$ 361 bilhões nos próximos 3 anos em geração de energia limpa. Nesse valor estão contemplados painéis solares produzidos em larga escala. O setor de energia limpa deve gerar cerca de 13 milhões de empregos para os chineses nesse período.

Enquanto isso…Donald Trump continua falando de carvão e petróleo.

Para além da saúde do planeta, China, índia, União Europeia, Canadá e outros têm motivos econômicos para adotar tecnologias limpas. E o bom exemplo, acreditem, vem do próprio Estados Unidos. Veja só.

 

 

As indústrias de energia limpa atualmente empregam cerca de 2,5 milhões de americanos. Desde 2014, a instalação solar criou mais postos de trabalho do que a construção de oleodutos, gasodutos, extração de petróleo bruto e gás natural juntos.

São 209.000 empregos em indústrias de energia solar contra 53.000 na mineração de carvão, e o setor solar adiciona trabalhadores 12 vezes mais rápido do que a economia global. E com salários competitivos!

E esses números só tendem a aumentar já que as empresas continuam com compromissos agressivos de sustentabilidade e transitando cada vez mais para a energia limpa.

Ou seja, se Trump negar mesmo o Acordo de Paris, os EUA irão na contramão da inovação, da exportação e de um mercado de trabalho promissor. Além de perderem influência e poder no mercado global, que será ainda mais influenciado pela China e pela União Europeia, que podem, inclusive, responder às atitudes de Trump com medidas comerciais focadas no clima – como impor preços prejudiciais sobre as importações de produtos produzidos com alta emissão de CO2, proposta já mencionada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Concluindo, podemos dizer que mesmo que Trump tente retardar a transição para uma energia limpa, ele não poderá impedí-la. E existem sérios indícios de que ele prejudique a economia, a competitividade e até mesmo a liderança dos Estados Unidos caso persista.

Conheça nossos projetos de carbono que envolvem energia limpa. 

 

Até a próxima.

 

* Com informações do Environmental Defense Fund.