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Cerrado: desmatamento avança sobre bioma brasileiro

23/02/2017

A recente crise hídrica no centro-oeste brasileiro, antes conhecido como berço das águas, revelou uma triste notícia: o desmatamento do Cerrado é um dos principais responsáveis pelas secas.

“Quando você tira o Cerrado (que possui raízes profundas para chegar até onde a água está) e planta uma cultura mais simples ou faz urbanização, aquela área que era produtora deixa de produzir água”, afirmou o Chefe da Unidade Estratégica de Biodiversidade e Cerrado da Secretaria do Meio Ambiente, Leonel Generoso.

Com seus galhos retorcidos e suas folhas grossas, com sua rica biodiversidade e fertilidade que impressionam, o Cerrado é a segunda maior cobertura vegetal do país, superada apenas pela Floresta Amazônica. A savana mais rica do mundo, com seu clima tropical, abriga cerca de 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas!

Indígenas, quilombolas, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e outras comunidades que fazem parte do patrimônio histórico e cultural do Brasil, sobrevivem da biodiversidade e dos recursos hídricos do Cerrado, transmitindo, não sem muito suor, o conhecimento tradicional de suas culturas.

Desafios 

Sim, o Cerrado encanta pela sua grandiosidade, mas também preocupa aqueles que o querem bem. O Cerrado é o segundo bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana, logo após a Mata Atlântica, e o desmatamento é uma realidade cruel. O título de “celeiro do mundo” faz crescer cada dia mais a pressão pela abertura de novas áreas para produção de carnes e grãos para exportação.

Hoje, as pastagens plantadas e a agricultura ocupam 41% do bioma, de acordo com o TerraClass – relatório do governo federal – de 2015. De 2005 a 2014, a área plantada na região do Matopiba – referência aos estados Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – aumentou 86%, enquanto a média nacional ficou em 29%. Já são pelo menos 137 espécies de animais ameaçadas de extinção.

 

Nossa contribuição

É nesta terra incrível e de muitos desafios que a Sustainable Carbon desenvolve muitos de seus projetos, a fim de contribuir com o desenvolvimento sustentável da região.

Em Paraíso do Tocantins fica a cerâmica Millenium, que emprega 90 funcionários e produz cerca de um milhão de peças/mês. Para comportar a produção, a cerâmica retirava cerca de 30.000 m³/ano de lenha nativa do Cerrado para ser queimada como combustível em seus fornos.

Visando reduzir o impacto ambiental, a fábrica implantou um projeto de crédito de carbono, parou de retirar lenha do Cerrado e passou a abastecer os fornos apenas com biomassa renovável.

O projeto, além de proporcionar a redução de gases de efeito estufa (GEEs), possibilita o investimento em melhorias nas condições de trabalho e geração de benefícios para a comunidade, a partir da renda extra proveniente da venda dos créditos de carbono.

Este é só um exemplo. Conheça outros projetos.

Se você tem alguma atividade produtiva no Cerrado, entre em contato com a gente para conhecer nossas soluções sustentáveis. Faça parte desse time de preservação do Cerrado.