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Califórnia produziu tanta energia solar que provocou preços negativos no sistema energético

28/04/2017

 

O estado da Califórnia, nos EUA, é uma das regiões mais ricas do mundo, com empresas de tecnologia de grande porte como Google, Facebook e Apple. Este ano, o estado ganhou ainda mais manchetes nos jornais pelo crescimento progressivo do uso de energia solar. No dia 11 de março, cerca de 40% de toda a energia produzida veio de fontes limpas, fazendo com que o preço se tornasse negativo para o operador. Muito mais oferta do que demanda.

A capacidade de energia solar na Califórnia cresceu de menos de 1GW em 2007 para aproximadamente 14GW no final de 2016.

Os preços negativos, no entanto, não se traduziram em preços negativos para o consumidor, já que a conta é baseada na média de consumo no mês.

No ano passado, a Alemanha vivenciou uma experiência parecida, quando numa tarde de domingo, as fontes renováveis chegaram a fornecer 87% da energia consumida naquele momento no país. Lá, cerca de 33% da energia provém de fontes renováveis. Na Califórnia, esse percentual chega a 50%.

Estas notícias certamente nos fazem pensar que o sistema precisará de adaptações em breve. Tanto para que os consumidores vejam em suas contas o investimento em energia limpa e também para que o mercado receba melhor essa evolução.

Isso porque, hoje, as usinas de gás, por exemplo, conseguem reduzir ou interromper a produção quando há uma alta no fornecimento de energia limpa. Já outras fontes, como nuclear e carvão, não, com isso mantém o consumo de recursos naturais e criam uma superoferta de energia no mercado.

Fonte: IEA