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Buraco na camada de ozônio pode ser o menor em três décadas

O buraco de ozônio na Antártida este ano pode ser um dos menores vistos em três décadas, de acordo com cientistas. As observações da depleção do gás na atmosfera demonstram que o buraco ainda não abriu como esperado.

Ozônio é uma molécula composta por três átomos de oxigênio. É responsável por filtrar radiação ultravioleta do Sol. O gás é constantemente formado e destruído na estratosfera, entre 20 e 30km acima da superfície terrestre.

O Protocolo de Montreal, assinado por governantes em 1987 prometeu reverter a situação de danos à camada de ozônio ao banir a produção e uso dos químicos mais prejudiciais.

Cientistas afirmam que enquanto as perdas começaram mais cedo que o normal esse ano, elas foram truncadas por um evento inesperado que aumentou a temperatura da estratosfera entre 20 e 30 graus. Isso desestabilixzou o processo de destruição do ozônio.

Richard Engelen é o chefe da equipe do satélite CAMS. Ele deia que o pequeno tamanho visto esse ano é encorajador, mas alerta para complacência. “No momento eu acho que nós devemos encarar isso como uma anomalia interessante. Precisamos descobrir mais sobre o que causou”, diz À BBC News.

“Não está de fato relacionado ao Protocolo de Montreal, onde tentamos reduzir cloro e bromo da atmosfera porque eles ainda estão ali. Está mais relacionado a um evento dinâmico. Pessoas claramente vão perguntar sobre a relação com as alterações climáticas, mas por enquanto não podemos responder isso”.

 

Source: https://www.bbc.com/news/science-environment-49714987