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Altas temperaturas: recorde para o mundo e para São Paulo em 2016

19/01/2017

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) declarou que 2016 foi o ano mais quente da história e que o mundo teve seus recordes de temperaturas altas quebrados pela terceira vez consecutiva. A temperatura média global foi cerca de 1,1ºC maior em comparação ao período pré-industrial.

Os dados capturados pela OMM são provenientes de dois sistemas americanos e um britânico. E de acordo com eles, a organização pode afirmar que 2016 foi um ano extremo para o clima global.

 

Temperaturas são apenas parte da história

Em comunicado, o Secretário Geral da OMM, Peteri Taalas, foi categórico ao afirmar que as temperaturas só contam parte da história. “Os indicadores de longo prazo das mudanças climáticas causadas pelo homem atingiram novos patamares em 2016”, declarou.

De acordo com o Secretário, as concentrações de dióxido de carbono e metano atingiram novos recordes e ambos contribuem para as mudanças climáticas.

O dióxido de carbono permanece na atmosfera por séculos e, no oceano – onde torna a água ácida – por mais tempo ainda. No momento, este nível está acima do nível simbólico, de 400 partes por milhão na atmosfera.

Derretimento no Ártico

O derretimento da geleira da Groenlândia começou cedo, rápido e contribuiu para o aumento do nível do mar. No Ártico, a área de geleiras foi a menor já registrada, tanto na temporada de fusão, em março, como no período normal de recongelamento, em outubro e novembro.

“O Ártico está se aquecendo duas vezes mais rápido que a média global. A perda persistente do gelo do mar está conduzindo novos padrões de temperatura, clima e circulação dos oceanos em outras partes do mundo”, disse Taalas.

 

No Brasil

Este gráfico interativo do New York Times, mostra as temperaturas anuais de em diversas cidades do mundo. Em São Paulo, a temperatura média em 2016 foi 2,9ºC mais alta do que a média da cidade. No Rio de Janeiro, 2,5ºC mais alta.

Os desafios são muitos para colocar em prática o Acordo de Paris, como questões políticas especialmente relacionadas aos pensamentos do novo presidente eleito dos EUA e tecnológicas, como o barateamento das tecnologias limpas. Por enquanto, cabe a nós começar 2017 com novos hábitos sustentáveis para que no ano que vem não tenhamos uma notícia como essa no primeiro mês do ano.

Os projetos da Sustainable Carbon ajudam a mitigar as mudanças climáticas. Conheça. 

*Com informações da Organização Meteorológica Mundial