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10 fatos que marcaram o meio ambiente no mundo em 2016

04/01/2017

Depois de apresentarmos a vocês alguns fatos que marcaram o meio ambiente no Brasil em 2016, agora é a vez de uma retrospectiva internacional. Em resumo, foram alguns rastros de esperança em meio ao caos. Confira.

 

Eventos extremos pelo mundo

2016 foi um ano de eventos extremos: furacão no Haiti, temperaturas que ultrapassaram os 50ºC na Índia e no Kuwait, incêndio florestal no Canadá de grandes proporções, estiagem extrema no Nordeste do Brasil, falta de água em Brasília, gelo marinho com a menor extensão já medida no verão do Ártico e que também derreteu no inverno por causa de temperaturas 20ºC mais altas!

Corais sem cor

O aquecimento provocou o pior branqueamento de corais da história – quando o calor impede a sobrevivência de microalgas que mantêm os recifes vivos. O fenômeno foi identificado no Brasil e em mais de 40 países.

Esses corais abrigam cerca de 25% das espécies de peixe do mundo e meio bilhão de pessoas dependem diretamente desses ecossistemas.

 

Calor histórico

O ano de 2016 foi marcado pelo maior aumento anual de temperatura da história: 0,2ºC. A culpa foi de um El Niño de grandes proporções entre 2015 e 2016 e do fim de uma década fria no Oceano Pacífico.

Donald Trump

A eleição de Donald Trump estremeceu a comunidade internacional. Suas primeiras ações – nomeações de políticos historicamente contra o clima, ameaça de corte de verbas de pesquisas climáticas, entre outras, já demonstram que quando o assunto for mudanças climáticas, será o mundo contra os Estados Unidos.

A pressa de Paris

O Acordo de Paris entrou em vigor em 2016, quatro anos antes do prazo oficial. Um esforço conjunto do Secretário Geral da ONU, de Barack Obama, da China e da União Europeia já prevendo a eleição de Donald Trump.

A principal meta do Acordo é manter o aquecimento global, até 2100, dentro do limite de 2ºC.

 

Astro do clima

O astro de Hollywood, Leonardo DiCaprio, também marcou presença em 2016 quando o assunto foi clima. Ao receber seu primeiro Oscar, fez um discurso consciente sobre as mudanças climáticas e seus efeitos sobre as populações mais necessitadas. DiCaprio também foi protagonista do documentário “Before the flood” que mostra a atuação do ator junto a políticos e autoridades internacionais em favor do clima.

Três cidades pelo clima

Três cidades marcaram a história do combate as mudanças climáticas. Em Montreal, no Canadá, foi fechado um acordo para conter as emissões do transporte aéreo internacional. Se nada fosse feito, o setor cresceria suas emissões em 300% até 2050. Já Kigali, na Ruanda, sediou o encontro que fechou um acordo contra uma categoria de gases superpoluentes, os HFCs.

Também foi o ano da COP 22, a conferência do clima que aconteceu em Marrakesh. O evento não trouxe muitas novidades. Apenas antecipou a data de finalização do manual de instruções de 2020 para 2018, mas manteve o assunto em alta e em discussões por todo o mundo.

China: pé no freio

A China anunciou o fechamento maciço de minas de carvão, prometeu reduzir o uso de carvão mineral para gerar energia e a limitar o crescimento a “apenas” 6% ao ano. O país quer apostar no alto grau de competitividade de suas empresas de energia limpa e diminuir o descontentamento da população com relação à poluição preocupante do ar.

Com isso, as emissões globais de C02 ficaram estagnadas em 2016. Mas ainda é cedo para saber se continuarão assim em 2017.

Mais consciência com o carbono

Uma força-tarefa criada pelo G20 recomendou às empresas que divulguem como gerenciam os riscos que as mudanças climáticas causam a seus negócios e como estão reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

Essa resolução anseia por abrir os olhos das empresas que mantêm investimentos em ativos fósseis que tendem a virar passivos com o crescimento das energias renováveis e com as regulações climáticas. Um novo passo para uma consciência sobre carbono.

14x metano

A Global Carbon Project publicou em 2016 um balanço geral do metano – segundo gás de efeito estufa mais importante. O aumento de metano na atmosfera cresceu 14 vezes entre o começo do século e 2012. Entre as causas, agropecuária e desmatamento são as principais apostas.

 

Que 2017 seja um ano melhor para o meio ambiente e que possa contar também com as nossas pequenas grandes ações no dia a dia por notícias melhores na próxima retrospectiva.

Até a próxima!